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Daspu serve Da Farofa ao Caviar Lançamento da coleção Verão na Vai-Vai aquece Inverno paulistano Flavio Lenz São Paulo, 31/7/2009 O lançamento da coleção Verão 2010 da Daspu, segunda-feira, em São Paulo, foi sucesso de crítica e público. Com a quadra da escola de samba Vai-Vai lotada de convidados, foliões, gente de moda e jornalistas, as putas e os simpatizantes desfilaram com empolgação e profissionalismo durante quase 30 minutos, servindo a coleção Da Farofa ao Caviar aos aplausos famintos e olhares deliciados. O aperitivo foi uma coreografia da Companhia de Dança Patrícia Cruz, em que dois casais dançaram sensualmente, no palco superior da quadra, ao ritmo de tango e de canções como Roxxane e Voulez-vous coucher avec moi (ce soir)?, ou "você quer dormir comigo (esta noite)?". Mas ainda sem roupas da coleção. Daí, entradas e primeiros pratos se sucederam na quadra. Os 26 modelos – 10 homens e 16 mulheres – iniciaram o desfile encenando uma noitada num botequim, também no palco superior. No ambiente composto de mesas e cadeiras de bar, além de garrafas rotuladas com estampas da coleção que fazem referência a bebidas, como Caradaspu e Canasacana, eles entravam dois a dois, ou em grupos maiores, as mulheres representando prostitutas e os homens, clientes e garçons. Um dos garçons foi o próprio presidente da Vai-Vai, Thobias. De avental com a inscrição “Você já comeu hoje”, ele simulou apaziguar os ânimos exaltados de mulheres que disputavam clientes, no momento farofa da noite. Durante a encenação de 15 minutos, os modelos-atores não deixaram de chegar à frente do palco para dar mais visibilidade às peças da coleção e às coloridas e elogiadas sandálias trançadas de salto da Flores do Asfalto, criada pela designer Paola Escobar, e às havaianas vermelhas e pretas cedidas pela franquia H Space. Samba viril Cada sketch era acompanhado de um samba, enquanto a bateria da Vai-Vai, desde o palco do piso da quadra, trazia sua batida viril e de pegada quente no ligeiro intervalo entre as cenas. Um detalhe chamou a atenção dos mais antenados. A prostituta carioca Maria Nilce, num vestido de noiva conceitual – já é o terceiro da grife, que adora vestir puta de noiva –, adentrou o palco sem o buquê. Rapidamente, a produção fez voltar o modelo americano Spencer, voluntário da ONG Davida, para entregar as flores. Ficou até mais charmoso. Leia mais em "Prato principal chega à mesa" e "Modelagens e estampas ganham elogios" |
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