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Manifestação de “vítimas” é criticada

Flavio Lenz

6/8/2008

Para confirmar o argumento de Elena de que recursos financeiros devem se destinar e ser administrados por organizações de trabalhadoras do sexo, uma organização mexicana dirigida por pesquisadores, que atua junto a prostitutas e transgêneros que se declaram vítimas da sociedade, organizou um pequeno protesto ao final da plenária, carregando faixas e cartazes que negavam a representatividade da argentina.

A intervenção foi criticada tanto pelo diretor-executivo da Sociedade Internacional da Aids (AIS), Craig McClure, como pelo por Luis Soto-Ramirez, co-presidente da 17ª Conferência Internacional de Aids. Soto-Ramirez considerou “a pequena manifestação um mal-entendido”, enqunto McClure disse que a “pequena demonstração” ocorreu porque queriam “um mexicano falando sobre trabalho sexual”. E completou: “Mas devemos lembrar que esta não é uma conferência mexicana, é uma conferência internacional, que inclusive tem muitos mexicanos no palco”.

A interferência acabou sendo patética, porque Elena defendeu na sua apresentação os direitos das prostitutas, inclusive as do México.

Pouco depois da plenária, profissionais do sexo de diversos países manifestaram-se diante do centro de imprensa, exigindo o reconhecimento da prostituição como trabalho e afirmando que não são o problema, mas parte da solução. Com grandes faixas, atraíram a atenção da imprensa e de participantes da conferência que transitavam pelo largo corredor do Centro Banamex.



 

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