
|
|
|
|
|
|
Plantão |
|
|
De shortinho e camiseta no trabalho Campanha mostra identidades entre prostitutas e jogadores de futebol 22/5/2008 O que jogadores de futebol e prostitutas têm em comum? Ambos vão de camiseta e shortinho para o trabalho. Comparações bem-humoradas como essa fazem parte da campanha da organização suíça Xenia, a ser lançada durante a próxima Copa Européia, de 7 a 29 de junho, na Suíça e Áustria. As frases vão ser exibidas em embalagens de camisinhas e em cartazes reproduzindo camisetas. O objetivo é lembrar que as prostitutas devem ter os mesmos direitos que os jogadores. As ativistas resolveram partir para o ataque para se defender, cumprindo a máxima de Nenén Prancha de que “a melhor defesa é o ataque”, depois da agressiva campanha contra a migração promovida durante a Copa da Alemanha. Na época, previu-se que um enorme contingente de mulheres da vida chegariam à Alemanha para atender ávidos clientes. Nada disso, porém, aconteceu. A doce vingança começou no ano passado com a ONG Lefö, de Viena, que lançou no 2 de junho (Dia Internacional da Prostituta) a campanha “Para gozar direitos”, contra a discriminação de prostitutas, em especial das colegas migrantes (veja em www.lustaufrechte.at). Agora, ela se completa nas deliciosas frases da nova campanha: “Nosso zagueiro também ganha a vida marcando homem a homem”. “Nosso atacante também faz dinheiro com as pernas.” “A nossa Kelly também vai para o trabalho de camiseta e shortinho.” “Nosso cabeça de área também vem por trás”. “O nosso goleiro também ganha a vida no calçadão”. (Um jogo de palavras, já que em alemão “traço” significa tanto calçadão como as linhas do campo de futebol.) Todo o material vem com o aviso: “Trabalho Sexual também é trabalho”. O lema desta Copa Européia é “Viva Emoções”. Como os jogadores, as prostitutas também pretendem viver muitas emoções, tocando na bola com categoria e criando belas jogadas na zona do agrião, para receber e garantir o bicho em cada rodada. |
|
