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Polacas ganham apoio em abaixo-assinado

Pesquisadora lidera causa contra estigma e pela recuperação do Cemitério Israelita de Inhaúma

Flavio Lenz

3/10/2007

A historiadora e diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, Beatriz Kushnir, está circulando um abaixo-assinado pela abertura, restauro e manutenção do Cemitério Israelita de Inhaúma, onde estão sepultados as polacas, seus filhos e maridos. O cemitério, criado pela Associação Beneficente Funerária e Religiosa Israelita por conta da segregação e do estigma da comunidade judaica diante das prostitutas, foi tombado no fim de setembro pela Prefeitura do Rio.

A iniciativa, porém, não sensibilizou a Federação Israelita do Rio nem a Sociedade Comunal Israelita, que pretendem construir um muro separando as lápides existentes de um pequeno terreno ocioso, a fim de impor as normas judaicas de que prostitutas e suicidas são enterrados junto aos muros, demarcando sua exclusão.

“Querem apagar suas memórias. Párias, não”!, revolta-se Beatriz, autora de “Baile de Máscaras - Mulheres judias e prostituição: As polacas e suas associações de ajuda mútua”, da Editora Imago. E completa: “Torço para que a Fierj e o Comunal anunciem, como fez a Chevra Kadish de São Paulo há quase 10 anos em Cubatão e no Butantã, a abertura, restauro e manutenção de Inhaúma”.

O abaixo-assinado está em http://www.petitiononline.com/branca/petition.html, acompanhado de texto de Beatriz. Em dois dias, já aderiram à causa mais de 100 pessoas.


 

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