
|
|
|
|
|
|
Março de 2007 |
|||
|
|||
|
Mulheres e governo se unem contra a Aids Prostitutas, feministas, lésbicas, soropositivas e negras enfrentam juntas a epidemia Flavio Lenz O Brasil tem finalmente um plano de combate à Aids que une diversos movimentos de mulheres e vários ministérios. Lançado na véspera do Dia Internacional da Mulher pelo presidente Lula, o Plano de Enfrentamento da Feminização da Epidemia de Aids e outras DST é uma resposta ao crescimento de 44% na infecção por HIV entre mulheres de 1995 a 2005. A principal estratégia do plano é reduzir as vulnerabilidades que contribuem para esse aumento de brasileiras vivendo com HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Entre essas vulnerabilidades, estão relacionadas a violência doméstica e sexual, o racismo, o estigma e a violação de direitos humanos, a pobreza, a falta de acesso à educação formal por jovens e o uso de drogas injetáveis. Boa parte delas fruto da desigualdade de gênero, enfatiza o plano. Por conta de tantos fatores, o plano é assinado pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, mas contará com apoio dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Educação e do Esporte. Além disso, terá parcerias com os movimentos de prostitutas, de mulheres de comunidades, de lésbicas, feministas, soropositivas, negras. Alcance “É muito importante, no enfrentamento da epidemia, juntar outros parceiros que atuam na área da mulher, como a Secretaria Especial, porque eles têm penetração em meios que a gente não alcança”, afirma a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão. A ministra Nilcéia Freire concorda: “A feminização é maior onde há mais pobreza e desigualdade de gênero”. Já sobre a união de diferentes movimentos de mulheres, Mariângela afirma que a idéia é juntar forças para a “redução do estigma” e o fortalecimento dessas articulações. “Nossa proposta não é pasteurizar os movimentos, mas cada um abordar os temas nas suas áreas, com seus enfoques. Fundamental é a inclusão da discussão da Aids entre todas”. Entre as mulheres pobres, uma das formas de inclusão será parceria com o Programa Bolsa Família, já que 90% das beneficiárias são mulheres pobres. Outra estratégia é a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres. Esses dois temas, ao lado de direitos humanos, gênero e violência, terão presença “em todas as ações em DST e Aids”. O governo espera, com isso, ampliar o acesso aos insumos de prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento em todo o país. Leia também: "Ativistas têm críticas e elogios" "Lula critica hipocrisia e fala à vontade de sexo" "Repercussão" |
|||
Copyleft 2006 Beijodarua.com.br - É autorizada a reprodução do conteúdo desta página em
qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e autores.
qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e autores.
